Segundo
a EPE, as estatísticas de março de 2010, apesar
de influenciadas pela base mais baixa de comparação
com 2009 - ano afetado pela crise econômica internacional
-, "confirmam a tendência já observada nos
meses anteriores de recuperação expressiva do
nível de atividade da indústria e de robustez
na expansão do consumo das famílias e do setor
terciário". O consumo industrial registrou crescimento
de 12% entre março de 2010 e igual mês de 2009,
para 15 mil GWh. "É a primeira vez, desde novembro
de 2008, que o consumo das indústrias atinge este patamar,
em uma evidência de recuperação da atividade
setorial como um todo", informou a autarquia.
A recuperação
do consumo industrial se observa, principalmente, nas atividades
de siderurgia e extração mineral, cujas indústrias
foram as mais afetadas pela crise econômica. "Isso
explica o aumento do consumo na Região Norte (+11,6%),
fortemente condicionado pelo comportamento das indústrias
no Pará (que representa 80% do consumo regional), em
Minas Gerais (+26%) e no Espírito Santo (+60%)",
destacou a EPE. Em São Paulo, o consumo industrial de
energia cresceu 7,6% no período.
O segmento
residencial continua registrando forte demanda por energia,
e no mês de março de 2010 consumiu 7,8% a mais
do que igual período de 2009, para 9,151 mil GWh. "Contribuiu
para o crescimento do consumo das residências em março
a sequência de dias com elevada temperatura, acima da
média normalmente observada no período",
disse a EPE. Outro fator que impulsiona a demanda deste setor
é a contínua expansão do número
de residências consumidoras, que chegou a 56,5 milhões
de unidades em março de 2010.
O consumo
da classe comercial aumentou 8% no período, para 6,155
mil GWh. Assim como o segmento residencial, a demanda por energia
do setor comercial foi influenciada positivamente pela ocorrência
de temperaturas mais elevadas. A EPE também destacou
o impacto positivo da intensificação das atividades
comerciais graças à conjuntura favorável
do País, tendo em vista o aumento da renda da população
e a redução da taxa de desemprego.
A EPE informou
que o consumo de energia no mercado livre, formado basicamente
pelas grandes indústrias do País, registrou crescimento
de 16,7% em março de 2010 ante igual mês de 2009,
para 8,6 mil GWh.